Friday, September 21, 2007

eu não sei qual é o meu limite, mas todos temos os nossos respectivos e particulares
será que poderia dizer que estou próxima de tal? nem tanto, nem tanto.
eu amo tanto, mas tanto, mas tanto... que odeio.
odeio muito isso, odeio muito amar tanto... mesmo.
fazia tempo que eu não pisava na merda, sabe?
hoje eu pisei. é sério.
e é merda de cocô que falo mesmo.
não há nada enrustido, mensagem subliminar... não.
eu pisei num cocô hoje.
dizem que cocô dá sorte, né? tipo, q? ah, mas foi legal, porque fazia tempo.
e no exato instante que pisei cheguei a pensar que fosse uma casca de banana, porque escorreguei nitidamente... mas eu tenho escorregado tantas vezes sem ter pisado na merda que o que me chamou mais a atenção mesmo foi o estado dela após eu tê-la pisado.
poderia eu citar Fernando Pessoa? Ah, eu posso... o blog é meu e ninguém entra aqui (acredito eu)
" E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
"
pois é... é assim que é pra mim e pra Fernando Pessoa (ou melhor, Álvaro de Campos) e pra alguns outros poucos... não sejamos egoístas e mesquinhos também.
sabe aqueles momentos que você daria tudo pra sumir? quando você tem vontade de ir embora mesmo estando deitado dentre as cobertas da sua própria cama? ou quando você tem vontade de cavar o buraco mais fundo e passar algum tempo lá, longe de tudo e todos? pois é, pois é.
é assim que é pra mim agora... fases, momentos... estou em uma assim, como descrevi.
pior do que se sentir só é se sentir só estando junto de alguém
sabe assim, essas convenções pré-estabelecidas como namoro, noivado, casamento... e ah, até uma ficadinha assim, daquelas mais sérias que envolvem algo a mais do que o físico... então, sabe quando você faz parte de uma delas mas mesmo assim se sente a pessoa mais sozinha do universo? pois é, pois é... é assim que tem sido pra mim...
eu não quero brigar com ninguém, nem comigo mesma porque estou sinceramente e oficialmente cansada, desgastada e com preguiça e qualquer desses sinônimos e palavras interligadas e sei lá o que mais... daí eu falo uma vez e pronto... fico quieta
eu realmente não vejo necessidade de insistência prolongada num assunto que é aquilo, pronto e acabou... sabe? você pode muito bem falar uma vez e o que você falou uma vez, se não repercutir em uma vez nas atitudes da outra pessoa, da ouvinte, então desiste, cara... sério...
é tosco a partir de uma certa idade você ter que ficar falando o que se deve ou não fazer...
mas tosco ainda, por muitas vezes, é ouvir o que você tem que fazer e você perceber que é isso mesmo e que você não está fazendo por algum motivo que te foge da consciência, ou não sei...
mas eu amo tanto... é algo assim com um tamanho que me dá vontade de matar...
se eu me amasse metade disso que amo tanto uma pessoa em especial, eu me daria por satisfeita... o que eu faço com tanto amor? quero jogar no lixo.
o bagulho tá muito desigüal e não quero ficar dando sem receber... é injusto...
cadê meu ego? pára né, não vou ficar aí pedindo esmola... dê se quiser, faça se quiser, fale se quiser... queira aí, meu... e pára de ser bicha
as palavras pra mim já nem tem tanta importância, juro... porque me encontro numa situação de discrepâncias e de contradições que dá mais vontade de matar, talvez até de morrer...
por favor né? às vezes é melhor você calar a boca e fazer logo... pára de ficar esperando que os outros façam...
em muitas coisas eu espero que os outros façam... mas não em relacionamentos e é sério...
mas agora eu vou esperar também, porque relacionamentos são compostos de duas ou mais pessoas e eu não vou fazer tudo sozinha, eu não posso fazer tudo isso... por questão de princípios, de valorização a mim mesma, dessas coisas todas...
ah, fica aqui meu desabafo... é mais prático digitar do que escrever manualmente, daí escrevi aqui mesmo ao invés de pegar o meu caderninho oficial... aquelas... tá, ninguém entra aqui mesmo... i hope. fuck.

Tuesday, September 11, 2007

"Esse amor é tão construtivo quanto destrutivo
Pode me promover tanto quanto me rebaixar
Já não sei mais se eu sinto ele ou se é ele que me sente
Tomo pra mim como verdade absoluta a dimensão e poder de destruição que isso que sinto ou aquilo que me sente tem, e então despenco nessa inércia profunda"



"daí eu já não sei se vô ou não vô, nessa coisa de amô
e quando dou por mim, já vôi... já vôi
é amô tudo que sinto longe de você
cadê a armadura? por favô.
a altura aumenta toda hora
e aumentô e a queda vai ser maiô
e eu iôiô, que faço? tenho medo de caí lá, ô.
eu tenho ô, eu tenho..."


"- oi, posso te amar?
- não, só a partir das 3:45 da tarde.
- ah... desculpa então.
- por nada.
- posso esperar aqui?
- pode esperar, mas não aqui.
- ah... desculpa então.
- por nada."


"A não ser que seja milagre
A não ser que você permita
A não ser que o nosso pensamento assim o determine
A não ser que aconteça algo sem mais nem menos
A não ser que você seja observador lunar
A não ser que seja 100 % coisa da minha cabeça
A não ser que Marte se torne habitável
A não ser que seja laranja podre"