Eu estou cansada. Cansada de tanta babaquice, repetições sem sentido, motivos inexistentes, essências perdidas.
Parece um chão vazio. Não se tem onde pisar, onde se manter em pé nem sentada... nem deitada. Nem isso nem aquilo outro. Me desgasta, me mata aos pouquinhos cada suspiro de mim. Cada suspiro em mim. Eu me perdi no perdido. Não enxergo, não escuto, não falo. Não vivo. Me perco nos outros. Sempre me perdi. Deixo partes de mim, fragmentos, por aí... e não me acho em mim. Porque não estou em mim. Estou em tudo, menos em mim. Sinto vontade de explodir todas as cabeças e todos os corpos e toda a matéria... e toda espiritualidade. Que se dane, afinal. Sou velha com 19 anos, e daí? Ranzinza, chata, inconveniente, estúpida. Não me satisfaço com pouco. Muito pouco com restos. Restos do que já foi e não poderá mais ser. Não poderá. Porque são muitas rachadura e não há super bonder pra tanto. São mil e uma coisas e noites mal dormidas e pensamentos. Pensamentos. E eu não me sinto nada. Não me sinto. Há um incômodo inerente. Às vezes ele é o único que me faz sentido nesse emaranhado de confusões. Eu queria desaparecer de tudo. De todos. De mim. Estou desgostosa com tudo. Nada me agrada. Nada tem dado certo. Não tem certo. E eu me quero. Me quero pra mim e só pra mim. Porque as pessoas são uma droga. E eu sou uma pessoa. Qual é o sentido de tudo? O que é realidade? Buscar o que? Pra quê? Pra quê?
Porque dores inspiram todas as artes e chamam a tudo que é vivo-quase-morto.
Porque todo mundo é igual quando sente dor.
Texto escrito por mim no dia 07 de abril de 2009.
Parece um chão vazio. Não se tem onde pisar, onde se manter em pé nem sentada... nem deitada. Nem isso nem aquilo outro. Me desgasta, me mata aos pouquinhos cada suspiro de mim. Cada suspiro em mim. Eu me perdi no perdido. Não enxergo, não escuto, não falo. Não vivo. Me perco nos outros. Sempre me perdi. Deixo partes de mim, fragmentos, por aí... e não me acho em mim. Porque não estou em mim. Estou em tudo, menos em mim. Sinto vontade de explodir todas as cabeças e todos os corpos e toda a matéria... e toda espiritualidade. Que se dane, afinal. Sou velha com 19 anos, e daí? Ranzinza, chata, inconveniente, estúpida. Não me satisfaço com pouco. Muito pouco com restos. Restos do que já foi e não poderá mais ser. Não poderá. Porque são muitas rachadura e não há super bonder pra tanto. São mil e uma coisas e noites mal dormidas e pensamentos. Pensamentos. E eu não me sinto nada. Não me sinto. Há um incômodo inerente. Às vezes ele é o único que me faz sentido nesse emaranhado de confusões. Eu queria desaparecer de tudo. De todos. De mim. Estou desgostosa com tudo. Nada me agrada. Nada tem dado certo. Não tem certo. E eu me quero. Me quero pra mim e só pra mim. Porque as pessoas são uma droga. E eu sou uma pessoa. Qual é o sentido de tudo? O que é realidade? Buscar o que? Pra quê? Pra quê?
Porque dores inspiram todas as artes e chamam a tudo que é vivo-quase-morto.
Porque todo mundo é igual quando sente dor.
Texto escrito por mim no dia 07 de abril de 2009.


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