Minha dificuldade em fazer novas amizades sempre esteve contida na preguiça de contar tudo que de essencial aconteceu na minha vida, enquanto dada pessoa estava 'ausente' e não participava dela, pra minha formação como pessoa única e idiossincrática. Mesmo assim, eu mato a preguiça, disfarço as desilusões de outrora e o pessimismo que está alojado em mim desde sempre, e faço. Ouvi por aí que as árvores podadas são as que mais rendem frutos... eu sou essa árvore e fazendo jus à poda, devo render frutos dos mais belos... e estou rendendo... e vou render! Sou feita de muitos "às vezes", sabe? E ainda bem que o sou. Ficaria entediada se entrasse numa 'mesmice' de mim mesma. Esses "às vezes" sempre me surpreendem e surgem nos momentos mais inusitados... e no final eu até gosto deles.
Eu 'confesso' que às vezes bate uma nostalgia e uma saudade de tudo que foi e já não é... mas confesso que na predominância dos meus 'às vezes' está uma consciência limpíssima de que como ser-humano inserido num social (não necessariamente sociável) fiz a parte que me cabia neste latifúndio. Tento ter isso em mente: sou humana e erro com as pessoas e comigo mesma; todo o resto de pessoas, que também são humanas, erram comigo e consigo mesmas. O importante é fazer a parte que me cabe... não poderia jamais fazer e sustentar tudo. Ser a base é muito difícil. Algumas coisas realmente dependem única e exclusivamente de nós mesmos, mas tem outras que hãn, simplesmente não são assim e pronto. Dependem de um conjunto, de mais que uma pessoa, pra que possa ser mantido, cultivado e com sua essência preservada.
Tem certas coisas que no final acreditamos serem pra sempre (considerando um 'pra sempre' enquanto vida terrena) e simplesmente não são. Não dependem de nós, considerando os vários 'eus' espalhados pelo mundo afora... não depende de 'eus'. Dessas experiências só podemos pegar o que foi de bom, guardar como lembrança, adicioná-la a uma gama de recordações que vão se constituindo ao longo de uma vida e usar dessa experiência pra construção de outras novas. O foco não deve estar na destruição dada... deve estar na construção que está por vir. Instantaneamente...e constantemente... está por vir.
_por mim.
Eu 'confesso' que às vezes bate uma nostalgia e uma saudade de tudo que foi e já não é... mas confesso que na predominância dos meus 'às vezes' está uma consciência limpíssima de que como ser-humano inserido num social (não necessariamente sociável) fiz a parte que me cabia neste latifúndio. Tento ter isso em mente: sou humana e erro com as pessoas e comigo mesma; todo o resto de pessoas, que também são humanas, erram comigo e consigo mesmas. O importante é fazer a parte que me cabe... não poderia jamais fazer e sustentar tudo. Ser a base é muito difícil. Algumas coisas realmente dependem única e exclusivamente de nós mesmos, mas tem outras que hãn, simplesmente não são assim e pronto. Dependem de um conjunto, de mais que uma pessoa, pra que possa ser mantido, cultivado e com sua essência preservada.
Tem certas coisas que no final acreditamos serem pra sempre (considerando um 'pra sempre' enquanto vida terrena) e simplesmente não são. Não dependem de nós, considerando os vários 'eus' espalhados pelo mundo afora... não depende de 'eus'. Dessas experiências só podemos pegar o que foi de bom, guardar como lembrança, adicioná-la a uma gama de recordações que vão se constituindo ao longo de uma vida e usar dessa experiência pra construção de outras novas. O foco não deve estar na destruição dada... deve estar na construção que está por vir. Instantaneamente...e constantemente... está por vir.
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